o que sei sobre orlando

disneyVire e mexe alguém me pede dicas de Orlando. Eu dou, mas estou longe de ser um sabe tudo da cidade. Estive na cidade em março/abril de 2013, foram poucos dias, um misto de compras e parques. OK, o intuito era mesmo fazer compras nos outlets.

Saímos do Rio (eu, minha irmã, minha mãe, meu primo e sua namorada Luiza – atual noiva) numa noite de quinta-feira, véspera de Sexta-Feira Santa. O voo da Copa Airlines era às 01:30, mas atrasou mais de uma hora, o que nos deixou apreensivos e super cansados, pois teríamos míseros 20 minutos pra fazer a conexão no Panamá, mas o povo da Copa disse que daria tempo. Chegando no Panamá, corremos mais que a Cheetara, tiramos os tênis para passar pela segurança e embarcamos. Nem precisava ter corrido tanto, o avião ainda esperou mais gente. Foi o tempo de todo mundo usar o banheiro (era o que tínhamos, fazer o quê?). Chegamos em Orlando na hora prevista, sem susto, apenas loucos pra lavar os rostos e escovar os dentes – e estávamos varados de fome. O controle de passaportes foi tranquilo, o agente perguntou o motivo da viagem e só. Se você vai pela primeira vez e não fala inglês, não se preocupe! Estude aquelas perguntas e respostas básicas. Ir para a salinha não quer dizer que você vai ser mandado de volta, só não faça gracinhas e tenha tudo em mãos (passagens de ida e volta, reserva do hotel, seguro viagem…). Há funcionários que entendem e falam português. Em último caso, eles são chamados para servir de intérprete. Luíza, que estava morrendo de medo e enfrentou o homi sozinha, tirou de letra e ainda saiu sorrindo como se tivesse passado na prova prática do Detran.

Fomos até o balcão da Alamo, onde tínhamos reservado um carro. Como éramos 5, alugamos uma minivan. Não faço ideia do modelo, só sei que era da Dodge e igual a quase todo carro que vimos nas ruas. Ao alugar um carro, lembre-se apenas que você tem malas e que vai voltar com algumas a mais. Nós, por exemplo, voltamos com duas grandes a mais, couberam porque eu brinquei muito de Lego nessa vida. As empresas de aluguel ficam no primeiro piso dos terminais A e B. Aqui tem a relação completa. As opções de seguro são muitas, clicando aqui, você entende melhor cada um deles. Vale a pena escolher a opção de devolver o carro sem completar o tanque, pois não há muitos postos na área e você perderia muito tempo até encontrar um.

Outras formas de deixar o aeroporto

Transporte gratuito: Alguns hotéis próximos têm serviço de traslado. Veja aqui quais são. Traslado: A Mears faz serviço de shuttle tanto do aeroporto para o hotel, quanto do hotel para atrações. Ônibus público. O transporte público em Orlando é bem pobre, todo mundo anda de carro mesmo, mas os ônibus saem do terminal A. A empresa se chama Lynx. Há táxis tanto no terminal A quanto no B, mas táxi lá é uma fortuna.

Hospedagem

Nos hospedamos no hotel Four Points by Sheraton. Bom hotel e bem localizado para o que a gente queria fazer. Em Orlando, o que mais tem é hotel, de todas as categorias e preços. Eu só evitaria os muito baratinhos. Não é preconceito meu, cada um sabe o conforto que quer, mas tem aumentado a quantidade de roubos nos hotéis da Flórida, e quase sempre acontece em hotéis tipo motel americano. Se está na dúvida se o hotel é bom, TripAdvisor existe pra isso.

Melhor localização depende do que você quer. Os parques e resorts da Disney World ficam no sul, em Kissimee. Perto tem o Premium Outlets Vineland. Já os parques da Universal ficam mais para o norte, onde também ficam os shoppings Mall at Millenia e Premium Outlets International Drive.

Shoppings

Demoramos para fazer o check-in no hotel, o que nos rendeu um café da manhã grátis de cortesia. Depois de nos refrescarmos, rumamos para o Mall at Millenia, também conhecido como o shopping chique. De fato, é o shopping mais bonito e agradável, tem lojas de grifes internacionais (Michael Kors, Prada, Chanel, Gucci, Armani etc), mas também tem lojas mais populares (Forever 21, Gap, Abercrombie, American Eagle, Hollister…). Clique aqui para ver todas as lojas. Foi meu shopping favorito lá, embora os preços não fossem de outlet. Almoçamos/jantamos no P.F. Chang’s Bistro. Estava bom, mas não exija muito da gastronomia de Orlando, é fast food ou restaurante de rede. Os restaurantes de autor ficam num distrito mais ao norte, chamado Winter Park, meia-hora de via expressa de onde estávamos.

Já neste primeiro dia entendemos como as horas voam dentro do shopping. Entramos às 16h e saímos às 21:30h, e nem vimos tudo! Quando for planejar sua viagem, verifique os horários de funcionamento e se não há nenhum feriado – no domingo de Páscoa, tudo fechou.

Há vários mini shoppings pela cidade, mas outro que chama atenção é o Florida Mall. Tirando as lojas mais sofisticadas, ele é tão completo quanto o Mall at Millenia. Não curti muito este shopping, achei meio muvucado, mas é o único que tem H&M, se isso te interessa (ótima para garimpar algumas roupas baratinhas, acessórios e… cuecas – sério, as do David Beckham são as melhores!).

Por fim, os outlets. Antigamente havia diferença, mas hoje é tudo administrado pelo Simon Premium Outlets: International Drive e Vineland. A diferença entre os dois é pequena, o International Drive é só um pouco maior, mas o Vineyard atende muito bem quem se hospeda no ou perto do complexo Disney. E quer saber? Você acaba não entrando em todas as lojas, então não importa qual é o maior. Vale apenas dizer que nenhum deles é um shopping fechado, então se estiver quente, vai estar muuuuito quente. Se estiver chovendo, você vai pegar chuva! Conforto não é a palavra de ordem – poderiam disponibilizar mais bancos, por exemplo – e não pense que vai dar pra tomar um cafezinho com a galera no fim da tarde. As minhas dicas são:

1) Pesquise antes. Faça uma lista do que realmente quer comprar e não pode esquecer. Entre nos sites das lojas, quase todas fazem venda online, então dá pra ver modelos, preços e, o mais importante, a tabela de tamanhos. Saber o tamanho otimiza muito o tempo. Depois, localize as lojas no mapa do shopping, isso te poupa da canseira de ir e vir pra lá e pra cá.

2) Use tênis e roupas confortáveis. Lembre-se que você precisa ficar com as mãos livres! Mochila nem sempre é uma boa, pois algumas lojas são bem cheias e fica igual usar mochila no ônibus ou metrô.

3) Chegue cedo, pois você vai passar o dia inteiro. Se estiver em grupo, marque um local e horário de encontro, não dá pra todo mundo andar junto – cada um procura o que lhe interessa. Se puder se comunicar por celular, ótimo!

4) A mala. Antes de ir, eu achava um mico andar puxando uma mala durante as compras, mas hoje eu já acho essencial. Primeiro porque te deixa com as mãos livres e te poupa do peso das sacolas (chega uma hora que as alças machucam as mãos). E segundo, porque na hora do cansaço, vira um banco/apoio. As pessoas dizem que é barato comprar mala lá, mas não é bem assim. Mala que vai durar uma ou duas viagens é uma coisa, já uma mala boa não vai ser nenhuma pechincha. Acredite, nada é mico por lá. Nada.

Parques

Não tem pra ninguém! O Magic Kingdom é o mais visitado de todos de Orlando, mesmo não tendo as atrações mais concorridas. Tirando umas reformas e renovações aqui e acolá, o Magic Kingdom continua o mesmo de 15, 20 anos atrás (ou mais), mas está brilhando de novo. A grande novidade do parque é a expansão do Fantasyland, agora com a montanha-russa da Branca de Neve, a Gruta da Ariel, a taverna do Gaston e o restaurante da Bela e a Fera. Se você vai com crianças pequenas, elas vão pirar, e adianto que as princesas mais concorridas são as de Frozen e a Ariel.

Tudo é absolutamente bem organizado e controlado dentro da Disney. Por exemplo, se você esquecer onde parou o carro, é só mostrar o ticket do estacionamento que eles vão saber em que área ele está. Do estacionamento, você é rapidamente encaminhado para um carrinho (um trenzinho sobre rodas) até o lugar onde vai fazer a travessia para o parque. Há duas opções, de barca ou de monotrilho, que é mais rápido. Depois de entrar no parque, pegue um mapa (disponível em vários idiomas) e veja como o parque é dividido. Os brinquedos mais concorridos são o Space Mountain – a montanha-russa no escuro, Big Thunder Montain e o Splash Mountain. O Space Mountain fica no Tomorrowland, enquanto as duas outras montanhas ficam na Frontierland, do outro lado do parque. Eu sugiro ir direto para o Space Mountain e pegar o fast pass, depois ir para Frontierland e andar em uma das duas montanhas – Big Thunder é mais legal!

O fast pass é um ticket que tem em quase todas as atrações e te dá o direito de pegar uma fila mais rápida dentro de um determinado horário. O detalhe é que você só pode pegar um fast pass de cada vez, o próximo só será liberado depois do uso do anterior ou depois que o horário expirar. Para pegá-lo, é preciso ter o ingresso do parque em mãos. O ingresso é outro detalhe importante. Não, ele não é barato, mas se você vai passar vários dias no complexo Disney (resorts, hotéis e os 4 parques), há combos que valem a pena. Todos os detalhes de atrações, parques, hotéis no complexo e ingressos estão no site. No meu outro blog eu fiz um post sobre os bastidores do parque, clique aqui para ler.

A Universal tem dois parques, o Island of Adventure e o Universal Studios. Eu fui apenas para o Island, que tem as atrações mais radicais. Este ano, a parte do Harry Potter foi expandida com a inauguração do Beco Diagonal e o Banco Gringotes, que ficam no Universal Studios e se conectam a Hogsmead e Hogwarts pelo Hogwarts Express. Logo, você precisa do ingresso que permite entrada para os dois parques (Park-to-Park) para conhecer tudo. Mas dá pra conhecer os dois parques inteirinhos num só dia? Não. Para isso, existem os ingressos válidos por dias.

Chegue cedo e vá direto para a parte do Harry Potter. O Castelo de Hogwarts foi a atração mais concorrida, ficamos umas duas horas na fila. O que tem lá dentro? Um simulador em que você assume o papel do Ron e deve seguir Herminone e Harry na vassoura. Apesar de ser um simulador, foi a atração que mais me deu frio na barriga – adianto que muita gente enjoa. Quando a fila entra no castelo, há hologramas do Harry, Hermione e Ron, e também uma conversa entre os quadros vivos. Hoje, o Castelo perde em tempo de espera para o banco Gringotes.

Atualização: Nos parques da Universal não têm fast pass e o ingresso vip custa bem mais caro, mas a maioria dos brinquedos tem a fila Single Riders. Funciona assim. Como todo mundo está acompanhado, acaba vagando um lugar nos carrinhos, daí entra a pessoa do single riders. Se você não se importa em ir separado, esta fila anda bem mais rápido. Uma observação é que as atrações do Harry Potter não têm esta fila.

Alimentação

Nos Estados Unidos, as pessoas tomam café da manhã reforçado, lancham no almoço e depois jantam. Isso quer dizer que o café da manhã é pesado – linguiças, bancon, panqueca… A gastronomia de Orlando não é das mais fortes. Como disse antes, são restaurantes de rede ou fast food. É permitido levar comida para os parques, como biscoitos, sanduíches e frutas. Vale a pena se estiver com crianças. No Magic Kingdom não há guarda-volumes, você pode ir nos brinquedos carregando mochila e bolsa. Já nos parques da Universal, há guarda-volumes pago (cada armário cabe uma mochila e uma bolsa, ou duas mochilas – se bem apertadinhas). Se quiser comer num dos restaurantes dos parque, faça reserva com bastante antecedência!

Para dicas super completas, vale ler tudo no Dicas de Orlando.

 

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3 pensamentos sobre “o que sei sobre orlando

  1. Simone Brandão disse:

    Ótimas dicas sobre Orlando. Vou em maio. E seguro viagem gente? Eu nunca contratei, então ñ tenho a mínima noção sobre as empresas. Bjs

    • alexandre disse:

      Oi, Simone! Tudo bem?

      Então, o seguro não é obrigatório para entrar nos EUA, mas eu acho fundamental sempre. Um exemplo simples: um braço quebrado pode te custar 20 mil doláres se você não tiver seguro. A gente espera não passar por nenhum acidente ou imprevisto, mas não temos garantia de nada nesta vida. Vai que…
      Há várias seguradoras, como Mondial, GTA, Allianz, Porto Seguro, Itaú… A cotação e a contratação pode ser feita pela internet mesmo. Os preços variam e é calculado de acordo com o destino e tempo de viagem – idade e motivo de viagem também influenciam.
      O mais importante é que ele cubra atendimento médico por acidente e enfermidade, pelo menos uns 30 mil dólares por evento.
      Depois de contratado, imprima a apólice e leve contigo. Deixe o telefone de emergência destacado.

      Verifique se seu cartão de crédito já não te oferece seguro, às vezes está incluído no pacote de serviços.

      Qualquer dúvida, é só falar! Boa viagem e divirta-se muito!

      Alexandre.

  2. Regis A disse:

    Conheci Orlando no ano passado. Gostei mto e quero voltar em 2016. É diversão p/ todas as idades. Simone, o seguro que eu fechei ñ foi nenhum dos indicados pelo Alexandre. Vou deixar aqui o nome, caso vc queira fazer uma cotação c/ eles tbm: http://www.touristcard.com.br Tava até rolando uma promo na época. Acho que esse era o cupom: tourist15. abç.

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