a nova buenos aires

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A primeira vez que fui a Buenos Aires foi em janeiro de 2007. Naquela época, eu não tinha o menor interesse na cidade, foi apenas um pulo na escala para a Terra do Fogo e Patagônia. Foi minha primeira viagem solo e paga com meu próprio dinheirinho e, logicamente, estava um tanto inseguro, já que não conhecia ninguém em terras argentinas, tampouco iria encontrar alguém e mal falava espanhol (ok, ainda mal falo, mas evolui graças ao Ricardo Darín). Fora as mil recomendações de segurança me alertando sobre os temidos batedores de carteira e taxistas. Me falaram também do humor (ou mal humor) e grosseria dos hermanos, coisa que ainda não conheci, três viagens depois. Sim, eu me apaixonei por Buenos Aires. Naquela manhã de city tour turistão em 2007, fui surpreendido por uma cidade vibrante e linda. Amei não apenas a arquitetura francófila, mas a movimentação da cidade, com pessoas caminhando para o trabalho, os ônibus e os cafés cheios.

Antes desta última viagem, li muitos relatos dizendo que BsAs estava muerta: suja, decadente, perigosa e cara. Um destino mais que batido. “Praga is the new BsAs”, “Bogotá is the new BsAs”, “Santiago is the new BsAs”. Not so fast, gente alarmista. Como não confio em julgamentos apressados e preguiçosos, a viagem também serviu para provar que Baires estava vivinha da silva. É verdade que com as restrições impostas pelo governo argentino, marcas internacionais e de luxo foram embora sem nem deixar bilhetinho, mas como disse, a cidade é vibrante e se reinventa. E é da crise que as coisas acontecerem. Quem disse que é preciso uma loja LV pra ter glamour?

Não veja os pontos turísticos como obrigação (mas se for primeira viagem, eu recomendo muito conhecê-los e alguns são ótimas pedidas sempre), a nova Buenos Aires está em ruas fora do circuito turístico. Não que estejam longe, mas em ruas onde os ônibus de turismo não passam. O bom de Baires é se perder e encontrar novos prédios, lojas, sorveterias, cafés e restaurantes. Os portenhos amam sair, passear e comer fora, então vai ter sempre um lugar muito bom nascendo ou bombando. Se é caro? Baby, você já viu os preços no Brasil? Adoraria saber onde esse povo que diz que tudo é caro em BsAs come e anda por aqui. Não, não é caro se comparado com o Brasil, mas já foi mais barato.

Buenos Aires mudou bastante nos últimos anos. Para melhor e para pior. Para o turista, acho que ela continua apaixonante e cheia de novas propostas. Mas a cidade não está mais perigosa? Não sei. Com certeza é bem menos violenta que qualquer grande cidade brasileira, basta tomar as mesmas precauções. Eu acho que o turista médio brasileiro está mudando e começando a ver que BsAs é muito mais que Casa Rosada, Obelisco, Calle Florida, compras e Siga la Vaca. Gracias a Dios! Viva Buenos Aires!

Como foi a viagem:

01/03/14: SDU > GRU > AEP. Jantar no Aramburu.

02/03/14: Avenida da Mayo, Plaza de Mayo, Feira de San Telmo, Puerto Madero, Recoleta.

03/03/14: Plano B > Teatro Colón, Centro, Museo de Bellas Artes, Malba, Jardín Japonés, Rosedal, Palermo Soho.

04/03/14: Cemitério, El Ateneo, Centro, Barrio Chino, jantar no ILatina.

05/03/14: Zoo de Luján, Centro, tango no Esquina Carlos Gardel.

06/03/14: Manhã na Recoleta. EZE > GIG.

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