como planejar uma viagem

férias frustradasOutro dia comecei a conversar sobre viagens com uma amiga e ela me perguntou se eu gostava de planejar (aka pesquisar, ver passagens, hotéis, transportes, como sair do aeroporto, o que fazer, como fazer, quando fazer, o que levar, onde comer…). Eu respondi que mais ou menos. Quer dizer, gosto, mas dá trabalho e é preciso ter organização e paciência. Você passa horas e horas lendo, fuçando, simulando, calculando e mandando e-mails. Pensando nisso, decidi fazer um manual de como planejar uma viagem.

5 Certezas de viagem – Não tem como fugir disso

1) A viagem vai custar mais caro que o orçado. Não adianta fazer tabela no Excel e contar até os centavos. Você sempre acaba gastando mais que o esperado. É o câmbio do dia, o cafezinho do final da tarde, a corrida de táxi para fugir da chuva… Fique atento às taxas, impostos e condições, aquela super promoção pode não ser tão super assim.

2) Vai levar mais tempo que o cronometrado. Leve em consideração que existe tempo de deslocamento, de espera, atrasos e coisas assim. Por exemplo, para pegar um voo internacional às 6:30 da manhã, você precisa chegar no aeroporto às 3:30. E para chegar às 3:30, você precisa sair uma hora antes e acordar, pelo menos, às 2h. Só para sair do aeroporto, você leva, no mínimo, uma hora desde o desembarque.

3) Custo-benefício. Nem sempre o mais barato vale a pena. Como no exemplo anterior, para aproveitar mais o dia, pegamos o primeiro voo do dia ou o último para economizar uma noite de hotel. Aí entra a questão conforto. Se o voo tem conexão, é bem capaz que você tenha que esperar longas horas no aeroporto. O check-in nos hotéis geralmente começam a partir das 14h. Vale a pena ficar tantas horas sem poder tomar banho e descansar? E para sair do aeroporto, não é melhor pegar um táxi ou um traslado em vez de um ônibus comum que leva duas horas até o hotel? Fora que é melhor pagar um pouco mais por um hotel confortável e bem localizado que pagar baratíssimo por um bem distante em que você leva uma hora diariamente até a área turística.

4) Cogite e guarde tudo. Às vezes as coisas não acontecem ou funcionam como a gente gostaria. É uma passagem que não dá para parcelar, um cancelamento, o hotel que não tem disponibilidade num dia da viagem, um bolo que a gente leva… enfim, perrengues acontecem. Por isso, pense em tudo, de uma noite num hotel 5 estrelas até numa travessia com camelos. Sério, anote tudo (hotéis, lojas, restaurantes, lugares, museus, supermercados, táxis, agências etc) para que você possa alterar os planos no improviso, são seus planos B, C e D. Vai por mim, um perrengue pode ser a melhor coisa que pode te acontecer, você acaba encontrando alternativas bem interessantes. Ah, e mesmo que não vá usar, desbloqueie o cartão de crédito para uma eventual emergência.

5) A internet é sua melhor amiga. Esta é a mais importante das certezas, pois sem ela, planejar uma viagem sozinho não seria nada fácil. Leia tudo sobre o lugar onde você quer ir, mas não acredite em tudo. Tem muita informação desatualizada e errada por aí. Quanto mais você se informa, mais dados conflitantes você encontra, principalmente nos blogs e fóruns, que são as principais fontes de uma boa pesquisa. É preciso selecionar e apurar (já li cada coisa idiota no Viaje na Viagem e no Mochileiros). Tudo muda constantemente, então se tiver alguma dúvida, pergunte diretamente ao hotel, agência, empresa, o que for. E o mais importante: cada um é cada um. O que é legal ou não para uma pessoa, não necessariamente é para outra. Há muito mais opções que os roteiros de viagens dizem.

Como planejar 

1) Leia tudo para saber todas as suas opções, quantos dias deve ficar, em que região se hospedar, como economizar. Isto deve ser feito com, no mínimo, seis meses de antecedência. Tenha sempre um bloco e caneta ao lado para anotar e salve as páginas interessantes nos Favoritos.

2) Compre as passagens. Se for um destino internacional, eu diria para comprar com seis meses de antecedência, ou até mais se for altíssima temporada (Natal e Ano Novo). As pessoas então se antecedendo cada vez mais. Em agosto, por exemplo, já é difícil encontrar passagens para passar o fim de ano em Orlando, Miami e Nova York. Verifique também a franquia de bagagem.

3) Reserve o hotel. Se a data ainda estiver muito distante, verifique a política de cancelamento.

4) Continue a pesquisa e veja se todos os documentos necessários estão em dia (atenção com a validade, principalmente para a Europa) e se precisa tomar alguma vacina. Não deixe para tirar passaporte ou visto em cima da hora e não esqueça do seguro viagem, obrigatório para entrar em alguns países. Veja também a moeda, o que vale a pena levar. Cada país é um país. Por exemplo, para a Argentina, cartão de crédito e VTM não valem a pena, já para o Uruguai é outra história.

5) Três ou dois meses antes da viagem, faça um roteiro. Isso otimiza o tempo na viagem e te poupa de idas e vindas sem sentido. Além de te facilitar caso tenha que mudar os planos. Se vai usar serviços de uma agência local, faça contatos por e-mail, peça orçamentos, faça reservas e procure opiniões sobre ela. Além de garantir os passeios, você não vai perder tempo procurando agências durante a viagem.

6) Acompanhe a previsão do tempo e faça um check list de itens essenciais como dinheiro, cartões (não esqueça de avisar a operadora), documentos e reservas. Saiba também para onde ligar em caso de perda/roubo do cartão. Se vai para ou passar pelos Estados Unidos, é ideal ter um cadeado TSA. Vai ficar em albergue? Não esqueça de uma trava ou corrente para prender a mala.

Os melhores amigos dos viajantes

Google. Não preciso explicar. Use e abuse do buscador, do Google Maps, Street View, Translator e o que mais puder.

TripAdvisor. Para mim, é o melhor. São avaliações de destinos, hotéis, pontos turísticos e restaurante feitas por gente como a gente, sem jabá ou promoção. As fotos são reais, sem produção com luz e edição. Leia os comentários e veja sempre a data em que a pessoa esteve ou se hospedou no lugar. Afinal, os lugares podem mudar. Avalie as avaliações, pois nem sempre são justas, como gente que critica uma excursão porque o tempo estava feio ou um hotel que era um apart.

Booking e Hoteis. Dois sites para reservar hotéis, mas é sempre bom confirmar a reserva diretamente com o hotel depois. Ao contrário do que muita gente pensa, nem sempre têm as tarifas mais baixas e nem lista todos os hotéis da cidade. Uso mais como uma referência de comparação. Para cidades pequenas, use o Google Maps e veja os hotéis marcados, pois muitos não adotam o sistema.

Expedia. Nunca comprei pelo Expedia, mas o uso para ver passagens quando são várias cidade numa única viagem. O site não mostra todas as opções de voos, apenas as mais convenientes para você.

AirBnB. Um site onde você encontra casas, apartamentos ou apenas um quarto para se hospedar. Pode ser bem econômico, mas preste atenção aos detalhes. O quarto pode ser compartilhado ou o anfitrião pode continuar morando na casa enquanto você está hospedado.

Hotwire. Hospedagem às cegas. Para não perder o status, hotéis que não querem divulgar promoções usam este site para ocupar os últimos quartos. Mas você só vai saber em que hotel vai se hospedar depois da confirmação de pagamento. O usuário pode escolher a região, o preço a ser pago e também vê a porcentagem de satisfação no TripAdvisor. Acho que só vale a pena para hotéis 4 ou 5 estrelas para não cair num hotel lá onde Judas perdeu as botas. Mas lembre-se que o site é americano, então a compra terá IOF.

Mala com rodinha. A conclusão é que não vale a pena comprar uma super mala que custa os olhos da cara. Digamos que o povo dos aeroportos não é muito cuidadoso, afinal, não dá para ser um gentleman quando se tem mil malas para tirar e colocar nas esteiras. Sim, sua mala é jogada e colocada de qualquer jeito. E nesse jogo de queimada, as rodinhas e alças vão para o beleléu. Mas também, mala porcaria só te dá duas alegrias na vida: no dia que compra e no dia que joga fora. Encontre um meio termo. Particularmente acho que as malas rígidas de policarbonato são mais frágeis. Numa estatística familiar, a vida útil delas é menor que as não-rígidas. Mala boa tem que ter 4 rodinhas que giram e alça retrátil.

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