dia 4 – valpo e viña – nas franjas do mar

Valpo cerro

Uma coisa que eu teria feito diferente no planejamento desta viagem era ter colocado mais um dia em Santiago. Apenas um dia inteiro foi muito pouco. Quer dizer, foi uma escolha passar dois dias fora da cidade. Mas queria ter conhecido o Museo de la Moda, que estava com uma exposição sobre o tênis [o esporte], ou ter explorado um pouco mais o centro e a Quinta Normal. Infelizmente o Museo de Arte Precolombino teve sua reabertura adiada para janeiro, então tudo isso ficou para uma próxima visita.

Não fazia muita questão de ir pro litoral, mas minha mãe e os outros queriam. Valparaíso e Viña del Mar são cidades vizinhas que ficam a pouco mais de 100 km de Santiago, por isso é o principal bate-volta dos turistas. Inicialmente, a ideia era ir por conta própria [no fim do post tem o passo a passo], e isso seria feito no domingo, justamente para não enfrentar o grande movimento do Réveillon. Mas as coisas mudaram e eu acabei contatando o Humberto, recomendado por este blog. Ele disse que não teríamos problemas se fôssemos cedo, e realmente deu tudo certo!

O Humberto vinha nos buscar às 8h e eu não tinha o que comer no café da manhã. Saí meio descabelado [que novidade] e os cafés e padarias ainda estavam abrindo. Do outro lado da rua, encontrei o Fresco aberto. Entrei e vi umas medialunas. Comprei uma e mais umas gelatinas. A medialuna não estava muito boa, mas deu pro gasto. Fui, comi e me arrumei em menos de 20 minutos – um recorde! Palmas para mim! Isso é mais uma prova de que Santiago começa a funcionar tarde. A grande maioria dos cafés e padarias abre entre 8 e 8:30. Já as lojas e bancos, a partir das 10 ou 11 horas.

Descemos [ou subimos, não sei] toda a Bernardo O’Higgins. Conversamos sobre a vida em Santiago e como ela tem muitos prós e contras. A educação, muito superior a do Brasil, é muito cara para a maioria dos chilenos [por isso tantos protestos]. Há escolas públicas, semipúblicas e privadas. Como ele disse, na pública, “se aprendeu, aprendeu”, então as famílias tentam dar a melhor educação que conseguem. Quem ganha só um salário mínimo [aproximadamente mil reais] precisa ter outro trabalho, pois a vida está cada vez mais cara. Perguntei sobre Michelle Bachelet, que acabara de ser eleita para mais um mandato a partir de março de 2014. Ele respondeu que ela é uma ótima pessoa, carismática e genuinamente preocupada, mas seu governo anterior não foi bom, com muitas denúncias de corrupção. Segundo ele, ela era refém de vários partidos políticos que contribuíram para sua eleição e por isso precisou distribuir o poder entre eles, o que colocou gente incompetente em cargos de alta importância. Já Sebastián Piñera não tinha muitas amarras e pôs um especialista em cada ministério. Um médico para o Ministério da Saúde, um economista para o Ministério da Fazenda etc.

O que havia lido sobre a política chilena era que a desigualdade social aumentou muito durante o governo de Piñera, e por isso a candidata governista Evelyn Matthei ganhou apenas nas comunas ricas de Santiago, como Vitacura, Providencia e Las Condes. Enfim, tá difícil pra todo mundo. Nem comprarei com o Brasil porque… né?

Depois de atravessar o primeiro túnel, chegamos numa área mais verde, com muitas plantações, de onde sai parte dos produtos vendidos no La Vega. O clima ali é mediterrâneo e o solo é muito fértil. Fizemos uma parada no restaurante Los Hornitos de Curacavi para provar a xixa [ou chicha]. Em pouca palavras, a xixa é um suco de uva semi-fermentado, tradicional na zona central do Chile. Não é a coisa mais deliciosa do mundo, um pouco doce e levemente alcoolizado. Também não é ruim. O lugar estava abrindo e os famosos forninhos ainda não estavam acesos. Comprei um molho de aji [pimenta] ali, que tem uma área com produtos da região. Dizem que dos forninhos saem as melhores empanadas do Chile e, quiçá, da Argentina também. Esse papo não é para turistas, é chileno de raiz que diz. De lá atravessamos mais um túnel e saímos no Vale de Casablanca, uma das regiões produtoras de vinho no Chile. Havia parreirais para todos os lados. A área é ideal para a plantação de uvas porque a umidade que vem do Pacífico [Corrente de Humboldt] durante a noite acaba descendo para o solo de manhã, tornando desnecessária a irrigação.veramonte 2Veramonte

Fizemos uma parada na vinícola Veramonte, onde provamos alguns vinhos e o Humberto me deu uma taça de vinho rosé de cortesia. A colheita da uva acontece uma vez ao ano, lá pra março. Depois não houve mais paradas, fomos direto para Valparaíso. A paisagem mudou novamente, desta vez era a Cordilheira da Costa, que. como os Andes, segue todo o Chile até a ilha de Chiloé. As duas cordilheiras e a corrente marinha de Humboldt é que tornam o Chile um país tão climaticamente especial. Na Cordlheira da Costa, pertinho de Valparaíso, fica a Reserva Nacional Lago Peñuelas, onde muitos vão passar o dia ou acampar e pescar. A função mais importante desta reserva é produzir mudas para o reflorestamento de áreas incendiadas.

Valparaíso não é uma cidade bonita. Pelo menos, não à primeira vista. Tudo é antigo, desorganizado e meio mal conservado, mas um típico lugar que atrai minha curiosidade. A parte centralzona estava meio caótica, cheia de gente e com muito comércio popular. A cidade enche no verão, e como era o último dia do ano, estava mais cheia ainda – Valparaíso e Viña del Mar são a Copacabana chilena. Subimos o Cerro Bellavista por estreitas ruelas até chegarmos na La Sebastiana, a casa do Pablo Neruda em Valparaíso. Tirando o centro e o porto, Valparaíso é só morro. Morros, na verdade, cobertos de casas coloridas. Casas pobres e ricas. A paleta de cores veio do que sobrava da pintura do navios. E se um marinheiro, depois de meses no mar, encontrava sua casa de outra cor, é porque já tinha outro cara no pedaço. Pois é, nem toda mulher tem saco pra tecer e destecer um sudário.Valpo trollevalpo entradaO monumento que fica na entrada da cidade remete ao cobre, o principal produto chileno. Atualmente, Valparaíso é o segundo porto mais importante do Chile. Perde para San Antonio, 85 km mais ao sul. 

Mesmo tendo cinco andares, a La Sebastiana é a segunda maior casa de Neruda, perdendo para a de Isla Negra , a 70 km ao sul de Valparaíso. O lugar estava mais vazio que eu esperava, mas mesmo assim não deu para visitar seu interior. O jardins e terraços em vários níveis compensaram a não visita. Nada bobo, Neruda sabia o que estava fazendo. De lá descemos novamente para a parte baixa da cidade. No caminho, vimos uma das coisas mais comuns em Valparaíso, murais e grafites que servem para embelezar as paredes e também para coibir as pichações. Bem na descida do Bellavista, quase chegando na Plaza Victoria, fica o Museo a Cielo Aberto, uma área com uma profusão de 20 murais, feitos majoritariamente por estudantes de belas artes da PUC de Valpo e artistas convidados.la sebastianasebastiana vista

Para quem vem de fora, Valparaíso parece ser apenas uma cidadezinha portuária e turística, mas ela é a terceira mais populosa do Chile. O poder legislativo se instalou ali antes da Ditadura [lembra do prédio do Ex-Congresso de Santiago?] e depois que Pinochet saiu do poder, se formou de vez por lá, uma medida para descentralizar o poder. O porto foi um dos mais importantes da costa oeste do continente americano, principalmente quando a Febre do Ouro pipocou nos Estados Unidos. Com a abertura do Canal do Panamá, a cidade caiu em decadência e hoje vive um momento de revitalização, com inauguração de restaurantes, cafés e hotéis. Ninguém sabe ao certo quando a cidade foi fundada, mas estima-se que seja tão antiga quanto Santiago. Ela orgulha-se de ser Patrimônio Mundial da Unesco.

A Avenida Brasil estava logo em frente. O nome é em homenagem ao país [cêjura?], que doou as cento e tantas palmeiras que ornamentam a avenida. A parada seguinte foi a Plaza Sotomayor, com a Armada de Chile ao fundo – por causa do sol de quase meio-dia batendo nos prédios, as fotos não ficaram muito boas – e o monumento aos Heróis de Iquique [a guerra que deu ao Chile a parte mais ao norte do país, a saída que a Bolívia um dia teve para o oceano]. Mas o prédio que eu mais gostei ali foi o do Hotel Reina Victoria, que eu botei na cabeça que era um hotel só para mulheres [rararara], um lugar onde este grupo se hospedaria durante a turnê. Para quem se perguntou por que há tantos lugares em homenagem à rainha Vitória em Valparaíso, a resposta é simples. A cidade recebeu uma grande quantidade de ingleses depois de sua independência. Ali se instalaram empresas britânicas de comércio, importação e exportação. Aliás, não apenas imigrantes britânicos, mas também italianos, alemães, croatas… Valparaíso era cosmopolita.valpo armadaValpo reinafoto 2foto 1Todos os marinheiros que vi usavam óculos espelhados, faz parte do figurino.

Ainda na Plaza Soltomayor, trocamos dinheiro com uma boa cotação [dizem que é a mesma do centro de Santiago, e realmente era boa]. Perto dali fica o porto, de onde saem passeios de lanchas pela costa. A ideia era visitar o Museo Naval y Marítimo, no Cerro Artillería, mas algumas ruas estavam interditadas e não pudemos entrar. Começamos a sair de Valparaíso, mas antes paramos no antigo porto, o Muelle Barón, onde lobos marinhos tomavam sol numa plataforma. Parados ali, a gente se perguntou como aqueles bichos desengonçados subiam num lugar tão alto. Humberto disse que eles tomavam impulso e subiam. Continuamos sem entender, pois a plataforma é muito alta, mas vendo este vídeo mostra que há um degrau do outro lado da plataforma.Valpo portovalpodescida valparaisoValparaíso lobos 2Valpo 2

Viña del Mar é colada em Valparaíso, mas nem sempre foi assim. Não que a cidade tenha mudado de lugar, mas Viña nasceu como uma cidade de veraneio para os santiaguinos abonados, para que ficassem afastados dos marinheiros bêbados, sujos e tatuados, dos estivadores e dos pobres de Valpo. E realmente, as cidades não poderiam ser mais diferentes. Viña tem muretinha branca à beira mar, jardineiras nos postes, cassino, palácios, castelos e muitos jardins. Tantos jardins que ganhou o apelido de Cidade Jardim, e a casa com o jardim mais bonito fica livre de pagar IPTU [ou imposto equivalente]. Hoje, em menos de 10 minutos se chega a Viña. Dá para ir de “metrô”, ônibus e até a pé [tem que ter coragem, mas mole pra quem sobe e desce os cerros de Valpo].

O trânsito para Viña estava intenso, mas paramos antes de chegar no centro. Era quase uma hora e paramos para almoçar no Club Arabe, um castelinho que fica bem numa curva, de frente para o mar, entre o modernoso e lindo Sheraton e o Castillo Wulff, um castelinho construído por um alemão. Pelo o que entendi, é um restaurante onde muitos turistas vão e algumas excursões fazem paradas. Logo, é meio pega turista. Pedimos um prato com vários frutos do mar. Estava realmente bom, depois cada um pediu um prato. Meu congro estava no ponto, mas faltou sal ou qualquer outro tempero [pelo menos não foi o contrário]. No mais, valeu mais pela vista que pela comida. Não lembro quanto deu a conta no total, foi carinha pelo o que ofereceu, mas não foi nenhum absurdo de 200 reais por pessoa que li no TripAdvisor.viña club arabe 2 viña club arabeA vista do restaurante e o Club Arabe.

Viña estava fervendo de gente e o trânsito estava lento. Isso não foi um incômodo, porque nos distraímos vendo os jardins. Paramos no Relógio de Flores, construído como ponto turístico para a Copa de 1962. Fomos em seguida para a praia. O Humberto queria nos levar até Reñaca, um pouco mais ao norte e mais badalada, com muita gente bonita e prédios inclinados em degraus. Como o trânsito na av. San Martin estava muito ruim, dissemos que não precisava ir até lá. Ele então sugeriu parar numa rua transversal para que pudéssemos conhecer a praia perto do Muelle Vergara [o esqueleto de um antigo cais]. Meu tio ficou na van. Descalçamos os tênis, enfrentamos a areia escaldante e fomos vítimas dos olhos curiosos do povo. Turistas como nós chamam mais atenção que mulheres fazendo topless, acredite. A água do Pacífico não estava tão gelada assim. Mas era gelada. Secamos os pés, nos calçamos e voltamos bonitinhos.viña praia 2

Paramos ainda no Museo Fonck [arqueologia, principalmente sobre a Ilha de Páscoa], que estava fechado, assim como vários lugares. Tiramos fotos do Moai [li que havia apenas cinco fora da Ilha de Páscoa, depois me disseram que eram apenas dois… mas pesquisando por aí, vi que eles habitam museus na Califórnia, Londres, Washington…] e de outras relíquias que compõem a rica cultura chilena e que estavam no jardim do museu. Queria ter visitado o interior,Viña moai viña fonckO moai e uma pedra tacita. Este tipo de pedra é encontrado em zonas semi-andinas e os furos foram feitos por homens de milhares e milhares de anos atrás. Ninguém sabe ao certo a função que estas pedras tinham, alguns deduzem que eram pilões comunitários, mas outros especialistas descartam esta teoria. De repente era tipo um jogo de quermesse.

Do Fonck fizemos mais uma parada, num mirante no alto de Viña [Mirador Pablo Neruda], onde bravos farofeiros guerreiros já estavam acampados para ter uma vista privilegiada dos fogos em Viña e Valpo. Deve ter sido lindo ver os fogos ali!Viña 4

Humberto tinha trancado a van [ficamos por perto e por menos de cinco minutos] e disse que furtos são comuns. E, claro, turistas são os principais alvos. Comento isso porque li um blog em que os viajantes tiveram o vidro do carro quebrado enquanto o carro estava estacionado numa rua em Valparaíso. Seja no Brasil ou no lugar mais seguro do mundo, cuidado nunca é demais. Leve sempre seus pertences e fique de olho. Assaltos não são comuns, mas furtos ocorrem onde a gente menos espera. As mãos são leves!

Quase saindo da região, o Humberto recebeu o telefonema de um amigo. Ele estava preso num congestionamento monstro porque a rodovia havia sido interditada. O motivo? Um incêndio na Reserva Nacional Lago Peñuelas. Então seguimos mais para o norte, na região de Quilpué, para contornar a reserva e depois pegar a Rota 68 de volta para Santiago. Este trecho eu não posso falar muito porque acabei dormindo, mas como eu estava com medo de roncar, fingia que estava acordado e isso me cansou muito. Na metade desta outra estrada, ficamos parados por conta de obras na pista, que funcionava com o sistema pare e siga. Depois dessa parada, o sentido inverso era um engarrafamento só. Ficamos felizes de ter o caminho livre e com uma pena danada de quem estava indo pro litoral. Obrigado, amigo do Humberto! Engarrafamento nível descida pra Baixada Santista na véspera do Carnaval. viña estradaviña estrada 2Foi mal pelo reflexo da caixa de lenços. E tava um sol… Os carros de lá não têm insulfilm, então os braços queima que é uma beleza!

Chegamos em Santiago quase 17:30, sãos e salvos! Humberto foi ótimo e valeu muito a pena ter feito o passeio com ele. Com toda a certeza não teríamos visto nem a metade das coisas se não tivéssemos feito o tour. Claro, como foi um tour compacto, não deu para ver e fazer tudo, foi só uma amostra. Se eu preferiria ter passado o dia em Santiago? Não sei. Acho que não, pois teria me arrependido muito mais se não tivesse ido a Valpo e Viña.

Subimos para fazer a toillet. Meus pais e eu fomos à vizinha Falabella, que fecharia só às 19h. Comprei um casaco impermeável por 13.000 pesos, mais ou menos 60-65 reais, casaco que me foi muito útil nos dias seguintes. Minha mãe achou um ótimo secador que custava o equivalente a 100 reais [aqui custa mais de 300], mas como não era bivolt [apenas 220], não deu. Voltamos para o quarto para tomar banho e nos preparar para o jantar.

Viña e Valpo por conta própria: é fácil e barato ir para as duas cidades. Basta pegar o metrô e descer na estação Universidad de Santiago [não confundir com outra universidad]. Você já sai no Terminal Alameda, que é uma das rodoviárias de Santiago [Pajaritos é outra e fica na estação de mesmo nome]. Ônibus saem com um intervalo super curto, Pullman e Turbus são as empresas mais conhecidas. É recomendável comprar a passagem de volta também, principalmente nos fins de semana. No terminal mesmo tem gente vendendo excursões usando estes ônibus e começando por qualquer uma das cidades. Você pode também contratar apenas na chegada. Se seu objetivo é ir por conta própria, sem nenhum tipo de excursão, Valparaíso conta com micros (ônibus) e trolebus (ônibus elétrico) que vão da rodoviária até o porto. A La Sebastiana fica no Cerro Bellavista, mas dizem que os cerros mais bonitos são os casados Alegre e Concepción, com lindos prédios e bons restaurantes. O ascensor para o Alegre fica numa ruela ao lado da Armada, na Plaza Sotomayor, já o do Concepción fica na av. Prat. O Merval é o metrô/trem que liga Valparaíso a Viña del Mar, ele passa pela costa.

Já em Viña del Mar, as distâncias podem parecer maiores por ser uma cidade mais plana. A estação do Merval mais próxima da praia é a Miramar. Micros passam pelas principais ruas e avenidas. Os táxis são mais caros que em Santiago. A rodoviária de Viña fica na calle Valparaíso, mais ou menos perto da estação Viña del Mar do Merval, cerca de 2,5km da praia. O ideal mesmo é pernoitar em uma das cidades. A dica é ir cedo e estudar os lugares que se quer visitar, pois as distâncias são grandes.

Todo mês de fevereiro tem o Festival Internacional da Canção em Viña del Mar. As apresentações acontecem no anfiteatro da Quinta Vergara. Este anos teve presença de Ricky Martin e Laura Pausini. Mas sabe quem faz um super sucesso por lá? O rei Roberto Carlos! E foi neste mesmo festival que a Xuxa teve um complicado show quando o público fez um trocadilho com sua música.

> Humberto Salvo: humberto.salvo@live.cl

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