dia 1 – santiago – precisamos comer

departamentos costa nueva de lyonO voo da Lan estava programado para decolar às 19:30 do terminal 2 do Galeão. Se normalmente o aeroporto é precário, em obras, é 10 vezes mais. O ar condicionado não estava funcionando, os banheiros estavam imundos e o wi fi pedia um cadastramento nível formulário do Enem. Apesar do embarque ter começado com um pouco de atraso, decolamos no horário. O voo de quase cinco horas foi calmo, sem sustos nem turbulência durante a travessia da Cordilheira dos Andes. Ufa! Nada de comer a perna do colega! O avião não era nenhuma Brastemp, a tela era comunitária e o filme era Percy Jackson e o Mar de Monstros, mas o serviço de bordo foi bacana. Aterrizamos quase às 23:30, horário local, 00:30 no horário de verão daqui.

A viagem começou com susto justamente uma semana antes do embarque. Antes de mais nada, devo dizer que viajamos em cinco pessoas. Eu, meus pais e dois tios. No sábado anterior, meu tio foi parar no hospital. Uma veia da perna tinha estourado e havia risco de trombose. “Hein? Como assim?”. A trombose foi descartada assim que os resultados dos primeiros exames saíram, mas ele precisou ficar internado e em repouso absoluto por cinco dias. Na terça-feira, minha tia me disse que ele não poderia viajar. Todo mundo ficou com um dó danado, já que ele estava super animado. E lá fui eu mudar o planejamento e desconfirmar jantar e excursões. Mas na quinta, minha tia me disse que ele viajaria, mas não poderia fazer muito esforço – embora não sentisse dor. E assim o planejamento mudou de novo. Pronto, esta é a contextualização para poder entender alguns parágrafos desta viagem.

Os trâmites de entrada foram simples, a coisa mais inusitada foi ver o golden retriever da polícia farejando as malas. Todo mundo fez “ohh”! Uma mala, duas malas… cadê a terceira? Prontamente uma funcionária da Lan disse que algumas malas não seguiram no mesmo voo e chamou os passageiros até o balcão da empresa. “Como assim, Bial?”. Mais dois funcionários se juntaram para o atendimento [sério, isso aconteceria no Brasil? No Galeão nunca tem ninguém, só depois de uma hora jogam um boi de piranha]. Enquanto estava na fila para reaver a mala, minha mãe encontrou sua mala perdida num cantinho. Graças ao bom Deus não tivemos problema, nem quisemos saber como ela foi parar lá. Depois, todas as malas e pertences passaram pelo raio-x. Como o Chile é um país livre de pragas, o controle alfandegário é bastante rigoroso. Se você tiver algum produto proibido na mala, declare. É melhor que pagar multa. Do desembarque até passar pela alfândega, passando por uma rápida troca de dinheiro [só para as primeiras despesas], levamos um pouco mais que meia-hora.

Ao sair da área de embarque, aconteceu o que todos relataram. Fomos atacados por uma horda de taxistas alucinados por passageiros. Não embarque na conversa deles, há grandes chances de você se meter numa roubada, de cobrança adicional, superfaturada ou até assalto! Pra que sofrer depois de uma viagem? Saia do aeroporto com um transporte oficial, vale a pena.

Esperto que sou, já tinha agendado ida e volta com a Transvip numa van exclusiva. Pagamos 45 mil pesos, mas em dólares deu 96 (quase 20 dólares por pessoa). A distância entre o aeroporto e a cidade é grande, então valeu super a pena. Pegamos a Costanera Norte, uma via expressa que passa por baixo do rio Mapocho e saímos já na comuna da Providencia. A cidade de Santiago é dividida em comunas, a mais central é a de mesmo nome, as outras [de interesse turístico] são Providencia, Las Condes e Vitacura.

De repente, as ruas me pareceram familiares [obrigado, Google Street View]. Tudo estava fechado, menos um McDonald’s na rua do hotel. Guardei aquela informação, sabia que ia precisar.
Chegamos no Departamentos Amoblados Costa Nueva de Lyon, um prédio residencial que tem apartamentos tipo estúdio, de um ou até de dois quartos. Estes apartamentos são administrados por diferentes empresas, então não estranhe se vir dois anúncios diferentes usando o mesmo endereço. Alguns dias antes, havia confirmado as reservas e avisado que chegaríamos tarde da noite, pois o escritório funciona até às 18 horas. As chaves já estavam separadas na portaria e entramos sem problemas. As chaves eram chaves mesmo, nada de cartão. Afinal, é como ficar num apartamento. Como já havíamos pago pelo hoteis.com, não precisamos fazer check-in nem check-out, bastou deixar a chave dentro do apartamento para a camareira recolher.
Estávamos famintos. A fome era tanta que não conseguiríamos dormir. No começo achei que era só comigo, mas todos estavam esfomeados, pois tínhamos almoçado cedo [um miojo, que lástima!], e não avião nos serviram apenas um sanduíche e uma mousse de chocolate. É claro que o McDonald’s entra nesta parte da história. Se você quer saber se o McDonald’s de lá gorjeia como o de cá, saiba que sim, mas me pareceu mais limpinho. Dizem que o Big Mac é servido com creme de palta [abacate], mas não provei, pois já passava de uma da manhã, então comi apenas uma hambuguesa con queso [aka cheeseburguer].

>Departamentos Amoblados Costa Nueva de Lyon. Nva de Lyon 170, Providencia. bom custo-benefício e excelente localização, perto do metrô Los Leones, de supermercados, cafés, restaurantes e do shopping Constanera Center. Todos os apartamentos contam com uma minicozinha equipada, ar condicionado, chuveiro-banheira e secador de cabelo. Não tem cofre.

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